presença marcante no desenvolvimento de pernambuco
história
.: histórico
A Associação Comercial de Pernambuco, fundada em 1839, completa, neste ano de 2011, 172 anos.
Seu primeiro presidente, José Ramos de Oliveira, empresário, foi um dos idealizadores da Companhia do Beberibe, antecessora da atual Compesa; construiu o Cais da Regeneração; incentivou a edificação do Teatro Santa Isabel; planejou a ligação de Recife a Olinda por estrada de ferro; e contribuiu diretamente para abertura de banco de empréstimos e de fábricas.
Cinco anos após sua fundação, a Associação Comercial de Pernambuco já gozava de enorme prestígio. De acordo com a lei em vigor, era a ACP que organizava a lista de negociantes, que se encarregava de dizer quais eram os usos e costumes comerciais, que marcava o local das pontes, que decidia sobre as concessões de terrenos foreiros, que regulava as porcentagens dos leiloeiros.
Os planos para melhoramento do Porto do Recife eram submetidos a julgamento da ACP. O Governo solicita-lhe parecer sobre novas olbras públicas. O representante do Brasil da Exposição Universal de Londres, em 1850, foi iniciado pela ACP. Em 1898, a Associação foi agraciada com o título de Sócio Permanente do Museu comercial da Filadélfia, etc.
No segundo quartel do século XIX, são os problemas relacionados com o porto que ocupam o pensamento dos comerciantes de então. Na época, a expansão urbana orientava-se no sentido dos arrebaldes: Manguinhos, Aflitos, Caxangá, Casa Forte e outros vilarejos que se iniciavam, mas o coração da cidade era o bairro do Recife. Sempre atuante, a ACP, através de seus diretores e associados, de tudo participava para estender o comércio, a urbanização e o almejado desenvolvimento.
A Associação jamais se mostrou indiferente quando algum perigo ameaçou a pátria. Na Guerra do Paraguai, ofereceu ao Governo um navio para transporte de tropas, demonstrando ao país seu apoio.
Não foram poucas as lutas com a Alfândega, a luta com o fisco era incessante. A Associação foi sempre combativa e só transigia quando não havia mais como lutar.
Comandaram a ACP, além dos presidentes já citados, figuras ilustres tais como: o Barão do Livramento, Henry Forstr Hitch – que concretizou a compra do seu antigo prédio -, Felipe Needham, José da Silva Loyo, os Barões de Soledade, Casa Forte e Souza Leão, além de John Alfredo Thom, o Comendador José Maria de Andrade e tantas outras personalidades destacáveis, incluindo os que mais recentemente presidiram a Associação.
Desde a sua fundação, pessoas ilustres, ao visitarem Pernambuco, geralmente passam pela ACP, assinando, assim, o “Livro de Visitas”. Entre os signatários, aparecem figuras como D. Pedro II, em 1842 – que, inclusive, doou à ACP a caneta com a qual assinou -; o Marquês do Herval, em 1877; o Visconde do Rio Branco, em 1979; o renomado pintor Pedro Américo, também em 1879; Joaquim Nabuco – presente inúmeras vezes –; D. Gastão De Orleans e Bragança; O Conde D’eu, 1889; Santos Dumont e vários outros nomes.
Em 14 de agosto de 1854, foi agraciada com o título de Instituição Beneficente por decreto do Governo Imperial, sendo reconhecida, posteriormente como Instituição de Utilidade Pública, chegando, finalmente, a ser designada como Órgão Consultivo do Governo.
